Homenageados
LISTA DOS HOMENAGEADOS – 2011
BABILAK BAH
Nasceu em João Pessoa em janeiro de 1964, começou a gostar da cultura popular ouvindo as parlendas através da sua mãe. Em 1980, aos 20 anos publicou com mais quatro autores o livro “Mercado de Poemas” em Brasília- DF, em 2002 no Centro de Convivência Venda Nova começa fazer o projeto “Trem tan-tan” que depois se transformou em um CD.
Hoje reside em Belo Horizonte, onde desenvolve um trabalho poético e musical dialogando com todo o pais. E autor do livro “Corpo Letrado” dos cds “Enxadário” e “Biografia de Homens Inquietos”.
Para acabar com as bulas e as regras: Esteticamente, gosto de coisas opostas. Do demasiadamente especialista e do demasiadamente eclético. Do artista que passa a vida toda fazendo soneto, haicai, aquarela, moda-de-viola etc. E do artista que faz, ao longo da vida, cinema, TV, poesia, música, literatura etc. O especialista e o que se arrisca. Ao ler os originais de Corpoletrado, de Babilak Bah, vi e admirei essas oposições. MARCELO DOLABELA.
CÉSAR DOMICIANO
César Domiciano nascido em Mogi-Guaçu/SP reside em São Mateus E.S, é poeta popular, autor do livro de cordel “A História da Menina que queria virar Estrela” entre outros. Foi secretário de cultura no município de Embu das Artes/SP. Produtor cultural, gestor de cultura e diretor do Centro Cultural Cordel Umbilical / Ilha de Guriri / E.S. Seu trabalho é centrado na pesquisa e na valorização da cultura popular brasileira e ainda utiliza a literatura de cordel para relatar as histórias recolhidas no projeto “Versando Sobre Memórias” que já conta com 11 títulos publicados e é realizado através de parcerias com entidades e organizações sociais e culturais.
César domiciano coordena cursos e oficinas de cultura tradicional brasileira e extensão cultural para educadores e agitadores culturais.
HELENA SOARES
É atriz, poeta, diretora e professora de Teatro, formada em Artes Cênicas pelo Teatro Universitário da UFMG. Nascida em Brasília de Minas, morou em Montes Claros onde participou do Grupo de Literatura e Teatro Transa Poética e vive em Belo Horizonte.Faz parte de uma denominada geração Psiu Poético.
Encenou e dirigiu várias peças teatrais, atuou em televisão e cinema, participou de várias edições do Psiu Poético em Montes Claros, apresentou-se nos no projeto Terças Poéticas do Palácio das Artes, fez cursos de teatro, circo, teatro de bonecos, oficinas de dança e literatura. É Autora do livro INFRUTESCÊNCIA.
MARIA IEDE NUNES COSTA ZUBA
Nasceu no dia 03/ 03 / 1928, em Juramento – MG, onde viveu até os dois anos de idade.
Morou em Alto Belo onde fez o terceiro ano primário, depois mudou com seus pais para Montes Claros, para continuar os seus estudos. Gosta muito de escrever suas idéias inspiradas em versos rimados ou poemas.
Participante permanente do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético. E com várias publicações em diversos jornais. Tem participado de destacadas antologias nacionais e conquistado medalha e menção honrosa pela Revista Brasília e outros diplomas em certames literários.
No momento está com 11 livros em sistema de cooperativa em âmbito nacional.
PAULA FERREIRA RIBEIRO
Nasceu na cidade de Coração de Jesus – MG, no dia 20 de agosto de 2000, mora na Comunidade do Jatobá e está cursando o 6º ano na Escola Estadual Barreiro de Baixo.
Gosta de ler, escrever, criar e recitar poesias, criar versos, e recontar histórias de conto de fadas, participou do livro Antologia Poética Psiu Poético 2010 Cinepoesia. E agora, no Psiu Poético 25, lança o livro Poesias de Menina.
RODRIGO GARCIA LOPES
Escritor, jornalista, tradutor e compositor. Como jornalista, trabalhou na Folha de Londrina, Folha de São Paulo, jornal Nicolau e A Notícia. Foi um dos editores da revista Medusa (1998-2000) e desde 2002 é um dos editores da revista independente de literatura e arte Coyote. É autor dos livros de poemas Solarium (Iluminuras, 1994), Visibilia (Setteletras, 1996; Travessa dos Editores, 2005), Polivox (Atrito Art, 2001), Poemas Selecionados (Atrito Art, 2001), Nômada (Lamparina, 2004). Atualmente, prepara seu segundo CD, entre outros projetos. Há sete anos edita a revista de arte e literatura Coyote. Em 2005 publicou Leaves of Grass / Folhas de Relva, de Walt Whitman (Iluminuras). É Mestre em Humanidades Interdisciplinares pela Arizona State University, com tese sobre os romances de William Burroughs e Doutor em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina, com tese sobre a poeta e filósofa modernista norteamericana Laura Riding. Tem trabalhos publicados em revista de vários países.
Em entrevista ao poeta Max Silva Moreira Rodrigo conta detalhes da tradução que fez do clássico
da poesia norteamericana FOLHAS DE RELVA, de Walt Whitman.
TOM ZÉ
Antônio José Santana Martins (Irará, 11 de outubro de 1936), mais conhecido como Tom Zé, é um compositor, cantor, arranjador e jardineiro brasileiro.
É considerado uma das figuras mais originais da música popular brasileira, tendo participado ativamente do movimento musical conhecido como Tropicália nos anos 1960 e se tornado uma voz alternativa influente no cenário musical do Brasil. A partir da década de 1990 também passou a gozar de notoriedade internacional, especialmente devido à intervenção do músico britânico David Byrne.
Nascido em uma família abastada por conta de um bilhete premiado de loteria, Tom Zé passa a primeira infância no sertão baiano na sua cidade natal Irará. Depois transfere-se para Salvador para seguir estudos ginasiais. Mais tarde, ele diria que sua cidade natal era “pré-Gutenberguiana”, pois sua música era transmitida por comunicação oral.
Adolescente, passa a se interessar por música e estuda violão. Tem alguma experiência tocando em programas de calouros de televisão nos anos 1960, e acaba entrando para a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, que tem entre seus professores na época Ernst Widmer, Walter Smetak e o dodecafonista Hans Joachim Koellreutter.
Na mesma época, se alia a Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia no espetáculo Nós, Por Exemplo nº 2, no Teatro Castro Alves, em Salvador. Com o mesmo grupo, vai a São Paulo encenar Arena Canta Bahia, sob a direção de Augusto Boal, e grava o álbum definidor do movimento Tropicalista, Tropicália ou Panis et Circensis, em 1968.
Em 1968, leva o primeiro lugar no IV Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, com a canção “São Paulo, Meu Amor”.
Passou a década de 1970 e 1980 avançando ainda mais seu pop experimental em álbuns relativamente herméticos, sem atrair a atenção do grande público. No final dos anos 1980, é “descoberto” pelo músico David Byrne (ex-Talking Heads), em uma visita ao Rio de Janeiro, que lança sua obra nos Estados Unidos, para grande sucesso de crítica. Lentamente sua carreira vai se recuperando e Tom Zé passa a atrair platéias da Europa, Estados Unidos e Brasil, especialmente após o lançamento do álbum Com Defeito de Fabricação, em 1998 (eleito um dos dez melhores álbuns do ano pelo The New York Times). Tom Zé compôs, na década de 1990, música para balés do Grupo Corpo.
Em 2006 foi lançado o filme Fabricando Tom Zé, um documentário de Décio Matos Jr, sobre a vida e obra do músico.

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