Adilson Cardoso & seus poemas


 

Poeta Adilson Cardoso

 

Adilson Cardoso será um dos homenageados no 30º PSIU Poético

O poeta é “Natural do Mundo”, todavia sua mãe biológica o pariu na cidade de Porteirinha, seu corpo habita em Montes Claros, mas sua cabeça mora na Lua. Participante do Salão Nacional de Poesia Psiu – Poético desde 1991. Escritor, Artista Plástico, Cronista (escreve diariamente para o Jornal Montes Claros com o Pseudônimo de Hesíodo José – Coluna Fragmentos Diários) nas terças, quintas e sábados como Adilson Cardoso (Coluna Leitura sem Censura). Nos sábados também colabora com o Jornal de Caruaru (PE). Diretor e Roteirista dos Grupos de Teatro“Riso na Veia” e “Senado Federal”, destaque das peças: Doutor meu pai também é Gay; A política dos Tomates; De médico e louco todo mundo tem um porco; Debate Político em Berro do Bode; e A Gravidez dos Machos. Roteirista e Diretor do Curta Documentário “Sou da Sua Laia” e da ficção “O dialogo do Crack” e do longa metragem em construção “A Razão do Delito”. Recebeu Menção Honrosa a nível nacional na Coletânea Paulista “A palavra é arte” com os contos: “A guerra do Pequi” e a “Cancela da curva do bodoque“.

 

Adilson Cardoso, homenageado no 30º Psiu Poético.
Adilson Cardoso, homenageado no 30º Psiu Poético.

 

Trabalha como Servidor Publico no Hospital Universitário Clemente de Faria onde coordena o Grupo de Trabalhos de Humanização e desenvolve atividades artes-terapêuticas com pacientes e acompanhantes, além do Projeto Humanização do Olhar onde pinta murais com diversos temas dentro do espaço terapêutico “Tenda de Artes”. E não para por aí, tendo outros projetos a publicar como o livro de contos “Cantiga de Grilo”, de poesia “Transtorno Obsessivo Poético” e um romance infantil “O Resgate da Arara Azul”. É Folião nas tradicionais Festas de Agosto como Catopê no Terno de São Benedito do Saudoso Mestre Zé Expedito.

 

Também serão homenageados no 30º Psiu Poético os artistas e poetas Evely Júlia, Cristiane Sobral, Cláudio Bento, Conceição Evaristo, Waldemar Euzébio & Ronald Augusto.

Texto pelo homenageado.

 

Não querendo querer

Antes

Que

O dia

Amanheça

Apague

A luz

E me esqueça

Vá embora

Com seu choro retido

Vá agora

Com seu querer sem sentido

Não desejo ouvir mais

Sua poesia de cama

Feito suíno patético

Aliciado na lama

Antes

Que

O dia

Amanheça

Apague

Meu rosto

Da sua cabeça

***

Jardim dos sonhos

 

Um amor perfeito

Flor de maio

Rosa

Sobre um Copo de leite

A boca de leão

Se abrindo Azaléia

Que desfila Violeta

Gerânios, Tulipas e Dálias

Orquídea olho de boneca

Bromélia vaso prateado

Um Bico de Papagaio

Adornado por um Brinco de Princesa

Polianta

Sete léguas

Acácia mimosa

Gardênia

Ah! Bela Emilia

Quantas são Onze Horas?

Sempre Vivas

Eternamente Primavera…

***

Fogo sem fim

 

Que seja sempre a manhã

Perfume de primeira vez…

Que os encantos

Sejam eternos riscos

Da língua

Olhar voyeur que fantasia

O bailar dos corpos…

Que seja sempre sem razão

O possesso gozo

Rompendo com o tempo

Que seja assim… Que sejamos

Além da luz que alumia

Um amor que nunca se apague…

***

Síntese de Nós

Amputa

Minha reação

Com o calor

Do teu corpo

Silencia

Meu grito

Com a fome

Dos teus beijos

Não abra as janelas

Para o sol se por

Tampouco as portas para

Dia qualquer

Deixe que o tempo

Seja apenas nós

Na magia infinita

De um gozo eterno…

***