31º Psiu Poético homenageia Marlene Bandeira


 

Marlene Porto Bandeira, mineira do vale do Jequitinhonha. Poeta, mãe, cidadã do mundo.

Poeta Marlene Bandeira

Poeta Marlene Bandeira

É Autora dos livros “Cartas Ciganas” (2009), “Entre Punhais e Girassóis” (2012). Tem sua obra publicada em várias coletâneas literárias, entre elas, “Poetas em Cena 4”/Belô Poético”, Antologias do Psiu Poético, de Montes Claros, “Poetas das Montanhas e Poetas da Ilha”, de Florianópolis-SC.

Faz busca de cultura popular na linha do sincretismo religioso em comunidades rurais. Atualmente reside em Montes Claros, é colaboradora do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético desde 2008. É colaboradora e dançante Catopê no Terno de São Benedito sob direção do mestre Vanderlei Cardoso.

De 2012 a 2014 viajou com o projeto literário Abril Poético, movimento dirigido pela ONG Liga Ecológica Santa Matilde (LESMA) com sede em Conselheiro Lafaiete-MG, em circuitos abrangentes ao centro sul de Minas, especificamente as cidades inclusas no percurso da Estrada Real. Em 24 de novembro de 2015, foi empossada na Academia Feminina de Letras de Montes Claros, ocupando a cadeira 31.

Marlene Bandeira é homenageada pelo 31º Psiu Poético

Marlene Bandeira é homenageada pelo 31º Psiu Poético

Neste ano de 2017, o 31º Salão Nacional de Poesia Psiu Poético homenageia Marlene em seus espaços. Ela estará ao lado de Tanussi Cardoso, Leo Gonçalves, Sandra Fonseca, Alexandre Brito e Noélia Ribeiro.

 

Morre o rio no homem

Logo, morre o rio

Logo morre o homem

Logo…

***

O que nos move é a fala

Alfabeto em revoada

Acasalamento de sílabas

Gestação de palavras

Parição que nos liberta

Até mesmo quando é falha

***

Parede velha in-festa

Grilo na fresta

Fim de festa

Viseira na cara

Ouvido na ponta da adaga

Festa de grilo não para

Paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaara!

***

A terra é essa menina que dorme na concha dos braços do universo
O homem é esse menino travesso que teima em lhe roubar o sono

***

O meu dinheiro

Não estica as minhas rugas

E o meu salário confirma os cálculos

Porém, no meu fiel espelho

Ainda oreflexo dos meus “S” formatos

-Flácida? – Sim! É fato!

Poros dilatados e fartos

Mas o brilho no meu olhar

Está intacto

O resto meu vem, é pó…

Compacto!

# Equipe Psiu Poético

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