Poeta Noélia Ribeiro é homenageada no 31º Psiu Poético


“Sofro da falta
e do excesso de tudo.”

Poeta Noélia Ribeiro

Poeta Noélia Ribeiro

Pernambucana e residente em Brasília desde 1972, Noélia Ribeiro começou a escrever aos 9 anos. Lançou seu primeiro livro, “Expectativa”, em 1982. No final de 2009, lançou “Atarantada”, pela editora Verbis, que já tem uma segunda edição. Em 2015 lançou “Escalofobética”, pela Vidráguas.

Formada em Letras pela UnB, a poeta tem poemas publicados em coletâneas, jornais e revistas brasileiras. Participa ativamente de eventos e saraus poéticos do Distrito Federal e Rio de Janeiro, declamando seus poemas. Tem seu nome citado no poema “Travessia do Eixão”, de autoria de Nicolas Behr, musicado por Nonato Veras e gravado pelos grupos Liga Tripa e Legião Urbana. É participante da antologia Trinta Anos-luz: Poetas celebram trinta anos de Psiu Poético. Recentemente foi atração especial na “Terça Poética de Verão”, em março deste ano, na cidade de Montes Claros-MG.

Noélia foi atração especial da "Terça Poética de Verão", ocorrida em Montes Claros no mês de março. É homenageada este ano pelo Psiu Poético.

Noélia foi atração especial da “Terça Poética de Verão”, ocorrida em Montes Claros no mês de março. É homenageada este ano pelo Psiu Poético.

Noélia é homenageada neste ano pelo 31º Salão Nacional de Poesia Psiu Poético, ao lado de Tanussi Cardoso, Marlene Bandeira, Leo Gonçalves, Sandra Fonseca e Alexandre Brito.

CÓDIGO DE BARRAS

A primeira foi o beijo.
Depois vieram a indiferença e as diferenças,
colocadas lado a lado.

Houve também melancolia
e desprezo velado.

Da mistura dessas barras impenetráveis
resultou o código do nosso amor chinfrim:
sem começo e sem fim.
***

VERSATILIDADE MATERNA

O filho grita,
a filha chora,
o gato mia,
o pai canta.

A mãe pede um minuto de silêncio
para fazer tudo isso ao mesmo tempo.
***

ALÉM DA RAZÃO

Lamento
mas não posso ser
cão de guarda
do seu querer.

Desejo escondido
não tarda, aparece.
Aí nem com reza forte
arrefece.

Por isso
deixe-o voar alto
além do que se pensa,
até o inexplicável,
sua maior recompensa.
***

DEVER DE CASA

A porta de minha casa
separa vontades e deveres.
Estes cumpro fielmente
enquanto o pensamento voa
demente.

À porta de casa,
ainda hesito.
Guardo as asas
e inicio o rito.

***

IN(L)IBIDO

A mancha branca marcou
o coração com passo lento.
E nada mais se ergueu
por algum tempo.
Nem mesmo a língua
acelerou seu batimento.

***

  O VÍCIO DA DOR

          A dor que rasga o peito
cobre do poeta o leito
de sangue e lágrima e
esvazia a anima
antes cheia de paixão
para que outro refrão
da dor que já vício
irrompa no papel oficio

***

# Equipe Psiu

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